terça-feira, 20 de abril de 2010

Atividade Física sem Orientação Profissional

Muitas vezes as pessoas são inclinadas a iniciar atividades físicas de forma direta ou mesmo sem orientação ; entre as atividades que mais ocorre este fato podemos citar a corrida de rua , uma vez que esta é uma das modalidades esportivas que mais cresce no mundo, porém um dado alarmante merece destaque, 60% ainda correm sem orientação técnica.

Muitos acreditam não necessitarem dessa orientação, basta ter um par de tênis apropriado e um bom local para literalmente saírem correndo. A corrida é muito sedutora, emagrece, condiciona e favorece a integração. As pessoas ficam tão motivadas quando começam a correr que acabam querendo pular de uma distância para outra maior. Mas é um exercício de impacto e, como todo esporte, exige um tempo para evoluir e de capacidade técnica para tal.

Igualmente podemos ver nas praças e parques um sem número de pessoas que "resolvem" exercitar-se por conta própria , e lá é comum vermos "séries" de um sem número de abdominais , flexões de braços (vulgarmente conhecido por apoio) ou flexão na barra , todos estes feitos de forma descompromissada sem o devido cuidado com a posição corporal durante a realização dos mesmos.

Passado o momento da euforia pela corrida ou qualquer outra atividade "livre" por assim dizer, começam a aparecer os problemas : redução do desempenho, seguido de alterações como insônia, cansaço, dores musculares, irritação, ansiedade, agressividade, cefaléia, problemas articulares e finalmente a desmotivação.

Cada organismo reage e adapta-se de maneira diferente ao exercício, e o seu colega de treino não pode servir de referência, pois quem deverá ditar o ritmo, volume e intensidade é o profissional qualificado após uma avaliação detalhada.

Não basta a pessoa entender do assunto, nem todo "atleta" ou pessoa que pratica a modalidade seja ela qual for tem o devido domínio da parte técnica/científica que garanta a perfeita execução , ou mesmo , a perfeita adaptação dos parâmetros de treinamento as necessidades e limitações individuais , o professor ou técnico é a pessoa de fora para observar os erros que comete, frear-lo nos excessos, .pois, não percebe que está indo além dos limites ou cometendo erros tais como, biomecânica inadequada, excesso ou falta de algum exercício de fortalecimento .

É comum vermos nas academias o "malhador(a)" que PENSA que conhece o suficiente dos exercícios e séries para orientar os iniciantes , da mesma forma nas ruas vemos os "atletas" "orientando e/ou treinando" outros corredores e eu afirmo aqui que esta prática é extremamente perigosa , principalmente por se tratarem de iniciantes , menos adaptados a atividade em questão e consequentemente afeitos a todos os tipos de problemas que podem decorrer da atividade física mal orientada.

A orientação dos alunos dentro do universo das academias deve ser feita pelo profissional de educação física devidamente formado e preparado para tal , infelizmente esta não é a realidade na grande maioria das salas de musculação onde comumente vemos estagiários(normalmente estudantes de 1o. ou 2o. semestre do curso de ed. física / ou não) , sem a devida supervisão e/ou orientação para estarem desempenhando esta função , está é a realidade da grande maioria das academias onde estes funcionam como uma "mão de obra barata" desvirtuando a finalidade precípua do programa de estágios que seria auxiliar na formação de bons profissionais para então introduzi-los no mercado de trabalho.

Já na corrida de rua , o profissional que orienta corredores não deveria ser o professor de musculação da academia , é necessário um profissional de educação física com formação específica para tal e que realmente entenda e conviva com esta realidade de forma inteira e dedicada . O que se vê no entanto é um sem número de “alunos corredores” que podemos dizer “apenas correm” , um dia mais outros menos ,algumas vezes 2 vx por semana outras 3 ou 4 , no entanto sem nem uma designação correta de treinos nem mesmo uma seqüência de treinamento periodizado .

A maioria das atividades sem um acompanhamento profissional está fadada ao insucesso, como diz o velho ditado, o barato sai caro.Procure na academia pelos profissionais realmente capacitados para promover a sua orientação de forma correta e siga de forma correta seu plano de treinamentos .Na corrida pense se você não quiser (ou mesmo não puder)pagar um profissional para economizar, no futuro poderá gastar muito mais se tratando de alguma lesão.

Seja inteligente e contrate um profissional capacitado para orienta-lo diretamente ou mesmo procure as pessoas corretas para pedir orientações ainda que informais. Uma dica que posso lhe passar e que em quase todas as cidades do pais você já encontra de assessorias esportivas especializadas em corridas o que é outra maneira Correta e segura de praticar este esporte.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

A importância da realização de um check-up esportivo

Muito tem se falado, atualmente, sobre a prática correta de exercícios físicos e como eles devem ser feitos de forma segura e sem riscos à saúde. O acompanhamento médico é considerado essencial para qualquer prática esportiva, sendo ela amadora ou profissional. Para as atividades físicas em academias de ginástica também são necessários avaliações, já que cada pessoa possui diferentes metabolismos.
O que muitos não sabem é que toda atividade física mais intensa deve ser previamente definida por uma equipe médica que, para traçar o perfil metabólico do esportista iniciante ou profissional, realizará exames clínicos e esportivos para indicar a intensidade, periodicidade e tempo de cada exercício.

O início da atividade física sem um monitoramento prévio pode trazer diversos riscos à saúde. Dependendo do nível de intensidade e de exigência física, seja ela competitiva ou não, a atividade física desencadeia uma série de fenômenos metabólicos variados e intensos. Se a pessoa tiver alguma doença silenciosa ou inicial, esse exercício físico possivelmente elevará os riscos de complicações.
A realização de um Check-up esportivo antes de iniciar a prática de atividades físicas tem crescido nos últimos anos, pois é cada vez maior o número de pessoas que entendem que as avaliações clínica, física e cardiológica reduzem os riscos de paradas cardiorrespiratórias e outros problemas de saúde. Porém, o número é mais expressivo em pacientes que passam por reabilitações cardiopulmonares, que realizam o acompanhamento pós-cirurgia cardíaca ou que sofrem ou passaram por problemas cardiológicos.
É necessário que essa visão de um Check-up esportivo seja mudada, pois todos os que praticam esportes e exercícios necessitam fazer uma avaliação prévia e um acompanhamento dessas atividades.


Como evitar lesões indesejadas

O começo de cada ano é uma época em que habitualmente as pessoas fazem planos para o período que se inicia. Uma das promessas mais frequentes é iniciar – ou retomar –a prática de atividades físicas. Se de um lado é um projeto saudável, que deve ser levado adiante, de outro, é preciso tomar alguns cuidados para evitar lesões indesejadas.

Caminhar, praticar esportes e, principalmente, se matricular em academias de ginástica são as atividades mais procuradas por quem quer manter a forma e perder peso. Entretanto, sem cuidados específicos especialmente com os ossos, articulações e ligamentos, muitas vezes os planos de uma vida mais saudável se transformam em dores e lesões nos joelhos, ombros e coluna, em conseqüência da sobrecarga de exercícios e da falta de uma orientação adequada.

A ânsia de ter um corpo saudável a qualquer custo, e em um período de tempo reduzido, prejudica e muito a saúde. Em média nos hospitais do Brasil são atendidos aproximadamente 20 pacientes por semana com queixa de lesões causadas por exercícios mal praticados.
Entre essas lesões, as mais comuns são tendinite patelar e de Aquiles, inflamações articulares, estiramentos musculares e dores nas costas devido a postura errada.

Para prevenir esses e outros problemas , é imprescindível que antes de iniciar qualquer atividade física, procure-se um médico ou profissional com experiência em traumas do esporte, para obter orientação sobre o exercício adequado para cada tipo físico.
É também aconselhável ampliar a carga e a frequência dos exercícios de forma gradativa. O corpo não está acostumado com exercícios bruscos, pois é uma grande mudança, sem um período adequado para readaptação. Por isso o esportista deve ficar atento com a série de exercícios praticados na academia e procurar uma que melhor se ajuste a suas necessidades, de forma que não agrida o sistema músculo-esquelético.


Outros cuidados importantes
são alongar os músculos antes de iniciar os exercícios, calçar tênis adequado – especialmente quando for correr – e dar preferência a roupas feitas com tecidos que permitam uma transpiração mais leve (dry-fit). Fique atento e ao primeiro sinal de dor os exercícios devem ser interrompidos. Se a dor persistir mesmo em repouso, deve ser procurado o médico. Apenas um especialista fará a avaliação adequada e indicará o tratamento específico.
Consulte seu médico e após suas avaliações procure um bom profissional de educação física , pois só com orientação profissional correta você alcançará seus objetivos e seguirá seu caminho com segurança e livre de lesões.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

ROSCA BICEPS NA BARRA W OU RETA?

Várias pessoas se perguntam qual é a diferença entre realizar trabalhos de musculação em aparelhos ou pesos livres , da mesma forma a dúvida persiste entre fazer o mesmo exercício mudando apenas a pegada ou implemento . Neste artigo vou tentar elucidar questões a respeito da realização da rosca bíceps com a barra W ou a barra reta? Usar a pegada aberta ou fechada? Qual é a contra indicação?

1. A rosca bíceps na barra W com a pegada aberta dá uma ênfase maior a cabeça longa do bíceps braquial
2.pegada fechada prioriza mais a cabeça curta do bíceps braquial.

No entanto como a mão na barra W fica em uma posição semi-pronada a ênfase seria praticamente igual nas duas porções do bíceps, não importando a pegada.

3.Já na barra reta, como a mão fica em uma posição completamente supinada, realmente foi constatada uma ênfase maior com a pegada aberta na cabeça longa e com a pegada fechada na cabeça curta.

Mas o uso da barra reta na rosca bíceps necessita de muita atenção, pois seu uso prolongado está relacionado a uma grande chance de desenvolver uma epicondilite lateral (também conhecida como cotovelo de tenista) ou uma epicondilite medial (ou cotovelo de golfista) devido a grande estresse articular que esse exercício proporciona aos tendões próximos a cápsula articular do cotovelo.

A epicondilite trata-se de uma agressão mecânica no epicôndilo lateral ou medial do úmero, local de origem dos tendões dos músculos supinador do ante braço, extensores e flexores do punho e dos dedos. Normalmente é causada por esforços de tração do músculo em movimentos repetidos ou por tensões repetitivas na articulação do cotovelo que geram micro-rupturas dos tendões junto à sua inserção no osso, e como os tendões têm pouca vascularização a sua regeneração é mais difícil e lenta.

geralmente começa como uma ligeira impressão dolorosa no cotovelo, mas se o esforço repetitivo for continuado a dor vai piorando progressivamente, podendo se irradiar para o antebraço, punho e mão, a área atingida torna-se dolorosa ao toque dificultando até mesmo atividades leves. O diagnóstico é essencialmente clínico, a primeira medida sempre será procurar interromper a causa da patologia, ou seja, parar com o esforço repetitivo ou a sobrecarga local, em conjunto emprega-se tratamento medicamentoso com antiinflamatório e fisioterapia local, muitas vezes é necessário imobilização do membro, caso não haja melhora pode haver necessidade de intervenção cirúrgica. Estes tratamentos variam de caso a caso.

O retorno às atividades deve ser lento e gradual, devendo-se evitar qualquer exagero. Exercícios de alongamento junto com um aquecimento antes das atividades físicas ajudam a prevenir as lesões de ligamentos, tendões e articulações. Sempre que se sentir algum incômodo, ou dor na execução de qualquer exercício de sua rotina de treino, comunique ao seu professor, para que ele possa tomar as devidas providências para evitar o agravamento do quadro.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

CORRER EM ESCADAS PODE SER UM GRANDE ALIADO PARA MELHORAR O DESEMPENHO NAS PASSADAS

Uma das cenas mais marcantes do filme “Rocky, um lutador”, é aquela em que o personagem principal da película, protagonizada por Sylvester Stallone, utiliza da corrida como preparação para uma luta. Já no final de seu treinamento, Rocky testa sua resistência subindo as escadas do Museu de Arte de Filadélfia.

Deixando a ficção de lado, o treinamento em escadas pode ser de grande ajuda para o corredor, apesar de pouco difundido no país. Em alguns países, são comuns as corridas em arranha-céus, chamadas de stair race, como a realizada anualmente no Empare State Building, em Nova York, que tem 86 andares e 1.576 degraus.

Esse é um tipo de treinamento bastante interessante, porque diferencia do treino só em asfalto, por exemplo. Além disso, ele é importante porque ajuda no fortalecimento dos músculos. Porém, é indicado para corredores mais avançados, porque exige maior coordenação, e é de uma dificuldade maior.

O impacto deste treinamento é grande, por isso, quem tem histórico de lesão recente, como lesão por estresse, por exemplo, deve evitar este tipo de exercício. Além disso, atletas que estão começando no esporte devem realizá-lo de maneiro leve, sempre com progressão.

Para cada objetivo > O treinamento em escadas, ao contrário do que possa parecer, pode ser realizado de diversas formas, dependendo do foco que o atleta queira dar ao seu exercício. Exercícios de força e velocidade, para provas menores, ou de resistência, para as mais longas, podem ser feitos de formas diferentes.

O treinamento em degraus é normalmente dividido em três categorias principais. Os exercícios para força podem ser feitos com o atleta subindo de três em três degraus, de forma mais lenta e com sobrecarga. Já os de potência têm que ser realizados de forma mais rápida, sem sobrecarga, subindo de degrau em degrau. Já os de resistência usa-se uma sobrecarga baixa, de dois em dois degraus, com um tempo de prática mais longo.

Uma dica é separar os andares do prédio, por exemplo, para condicionar melhor o exercício. Do 1° ao 10° andar de forma mais lenta e depois com um trote leve, de dois em dois degraus, para ajudar na coordenação motora.


Benefícios:
- Economia de energia na corrida
- Melhor eficiência do movimento
- Aumento de performance
- Prevenção de lesões
- Melhora do sistema cardiovascular.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Respeite os limites de seu corpo

O vício pela endorfina, que é liberada durante a prática do esporte,ou mesmo a pressa de apresentar "resultados visíveis" faz com que o o praticante de atividades físicas queira sempre mais. Mais distância, mais volume,mais peso nos aparelhos, mais quantidade de treinamentos, mais intensidade. Como para tudo na vida, o exagero pode ser prejudicial. Saber a hora de parar, descansar e, sobretudo, não ir além do que o corpo pode aguentar é essencial para que o praticante de atividade física , seja ela qual for, se afaste do risco de lesão e para que haja a verdadeira evolução no esporte.

O ideal é que o iniciante faça treinos de baixa intensidade nas primeiras semanas e procure intercalar os dias entre treinos aeróbios e de fortalecimento muscular e descanso. Isso o ajudará a recuperar suas reservas energéticas e a parte muscular, favorecendo a disposição para manter a atividade.

Importante e saber perceber que esta passando dos limites durante o treino, preste atenção pois o corpo não falha. É ele que indica quando ritmo de treinamento está acima do ideal. Dores Musculares e articulares que durem mais que 48hs, fraqueza e cansaço constante durante o dia, dificuldade para dormir. Esses são alguns indícios que podem apontar excesso na programação de treinos. A orientação de um profissional de educação física capacitado é indispensável para que ele possa balancear sua programação.

A importância do descanso


Praticantes de qualquer atividade física , todos têm algo em comum, Nem um deles deve treinar todos os dias. Isso porque somente com o descanso há evolução.
O exercício físico é sempre uma agressão ao corpo. O praticante sofre microlesões e acumula ácido láctico. O repouso permite que o corpo seja realinhado e, assim, há uma supercompensação, fazendo com que ele fique mais forte.

Para quem está começando treinar de duas a três vezes por semana é mais do que o suficiente para alcançar seus primeiros objetivos de forma segura , intercalando sempre a atividade com o descanso.
O repouso ativo, que é quando o corredor faz a atividade só que em um ritmo bem mais leve, também pode ser usada, mas com atenção.

Para quem tem um condicionamento realmente muito baixo parar totalmente pode ser uma boa opção. Aulas como alongamento ou até mesmo o descanso passivo são mais indicados, para evitar uma fadiga precoce no início de uma programação.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Neuroma de Morton 

Problema que causa dor no antepé ao andar ou ao ficar em pé afeta principalmente mulheres e corredores que forçam as pontas dos pés nas  passadas.A lesão, que tem causa desconhecida, acontece geralmente em pessoas que usam sapatos apertados na ponta dos dedos ou então em pessoas que tem uma biomecânica ineficiente, como por exemplo, os atletas de corrida que forçam muito as pontas dos pés durante as passadas.
O Neuroma de Morton é uma pequena massa que se forma ao redor do nervo plantar comum, aquele que passa em baixo do pé. Também conhecido como "metatarsalgia de Morton", "neuralgia de Morton", "neuroma plantar" ou "neuroma intermetatarsal", a lesão é um neuroma benigno no nervo plantar interdigital. Este ocorre comumente entre o segundo e terceiro dedo e raramente ocorre entre terceiro e o quarto dedo do pé.

Esses neuromas são mais freqüentes no lado esquerdo e raramente são bilaterais. Além disso, 86% dos pacientes acometidos são do sexo feminino. A incidência no terceiro espaço é de 80% das vezes, enquanto no segundo espaço é de 16%.
A principal queixa das pessoas acometidas com a lesão é uma dor no antepé ao andar ou ao ficar de pé. Essa dor se origina no metatarso e se irradia para toda extensão do pé. A pessoa pode sentir uma queimação no antepé e algumas vezes amortecimento dos dedos. A hiper extensão dos dedos durante a descarga de peso, como ocorre no agachamento, na subida das escadas ou na corrida, podem aumentar os sintomas.
O diagnóstico se dá por exames clínicos (histórico do paciente e tipo de dor), ou físicos (apalpando o local de dor). Também é possível fazer exames complementares que servem para afastar a possibilidade da dor ser originária de alguma fratura.

Tratamento - 
O tratamento clínico deve ser feito sempre com orientação médica especializada. Os anestésicos geralmente aliviam razoavelmente os sintomas. Já os corticóides associados aos anestésicos locais dão um resultado mais duradouro.
Outra saída é a utilização de orteses para a planta do pé que eleve o arco plantar. Esse tipo de tratamento tem sido muito eficiente. Em alguns casos a trava no calçado, na sola do sapato também permite uma melhora da dor.

A fisioterapia também é de extrema importância para o alívio da dor. Para isso utiliza-se correntes analgésicas, laser, ultra-som, alongamentos, entre outros métodos. Somente quando estes tratamentos não dão resultado a cirurgia é recomendada.

Quando sentir qualquer tipo de dor ou desconforto frequente , durante sua atividade física ou logo após ela , sempre a melhor saída é procurar um especialista (médico) antes que esta possa se agravar e afasta-lo(a) de suas atividades.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Alimentos industrializados contém uma série de nutrientes processados que não são bons para sua dieta

Entenda o que contém os alimentos processados e produzidos em massa e como eles interferem nos resultados de seu treinamento.

XAROPE DE MILHO – NÍVEL ELEVADO DE FRUTOSE (HIGH FRUCTOSE – CORN SYRUP => HFCS)

Depreende-se da leitura que, embora você possa estar seguindo uma dieta, o HFCS está presente em muitos alimentos e pode levar a uma rápida elevação dos níveis de insulina.
A Associação dos Refinadores de Milho tem executado uma série de comerciais exaltando as virtudes do xarope de milho. Note-se que ele é feito de milho, tem o mesmo número de calorias que o açúcar e, tal como o açúcar, é bom se consumido com moderação. O HFCS e o açúcar de mesa são compostos pelos mesmos dois açúcares simples: glicose e frutose. O açúcar de mesa contém metade de glicose e metade de frutose. O HFCS é constituído em torno de 55% de frutose e de 45% de glicose.

De outro lado, o HFCS não apresenta moléculas de glicose e de frutose ligadas. Toda essa conversa sobre a química é importante porque, apesar do açúcar e do HFCS agirem rapidamente sobre os níveis de insulina, é muito provável que o HFCS eleve os níveis de insulina mais rapidamente devido ao fato de que ele requerer menos uma etapa para ser digerido (não tem que esperar por enzimas para romper as ligações entre glicose e frutose) antes de entrar no sangue.
Há alegações que o HFCS pode afetar a saciedade e que a sensação de fome constante associada ao consumo de HFCS poderia, por sua vez, ser responsável por problemas de obesidade. Todavia, existem vários estudos que não encontraram qualquer relação entre a saciedade e o HFCS. A princípio , nada que seja tão altamente processado como o HFCS pode ser bom para o corpo humano em grandes quantidades. O aconselhamento dado é no sentido de limitar o consumo de HFCS e a melhor forma de evitá-lo é lendo os ingredientes de todos os alimentos a serem comprados e de procurar alternativas orgânicas quando possível.

GORDURA TRANS

As gorduras trans podem elevar a gordura corporal e diminuir a absorção de aminoácidos. Se o HFCS é um triunfo da ciência moderna de alimentos, a gordura trans é um infortúnio. Na década de 1970, os nutricionistas concluíram que a gordura contém mais calorias por grama do que qualquer outro nutriente, devido à epidemia da obesidade que estava amanhecendo. No entanto, além dos diversos conselhos dos nutricionistas, a mania da dieta de baixa gordura também provocou a propagação de um dos compostos mais mal intencionados sempre a aparecer nas prateleiras dos supermercados.

As empresas de óleos vegetais, na equivocada tentativa de criar um produto mais saudável, trouxeram ao seu produto mono e poliinsaturado a solidez da manteiga: as gorduras trans são criadas quando as moléculas de hidrogênio são adicionadas ao óleo. Quando a dieta de baixa gordura decolou (uma tendência que ainda tem de realmente morrer), as pessoas fugiram da manteiga e passaram a utilizar a margarina. Agora é sabido que as gorduras trans são perigosas, uma vez que não só contribuem para doenças cardíacas, diabetes e lesões no fígado, mas também podem prejudicar os músculos em, pelo menos, duas maneiras.

A primeira coisa que as gorduras trans fazem é engordar (o que não é surpresa). Um estudo publicado na edição de julho de 2007 da revista “Obesity” (Obesidade) descreve que um grupo de macacos foi alimentado com uma dieta que continha gorduras trans e outro grupo com uma dieta que continha gorduras saudáveis. As dietas de ambos os grupos foram de calorias controladas, de modo que nenhum grupo deveria elevar o peso. Entretanto, o grupo saudável aumentou cerca de 2% de gordura corporal, enquanto que o de gordura trans aumentou mais de 7%, com uma grande probabilidade desse ganho de peso ir direto para a barriga.
Depreende-se, portanto, da leitura que, além de simplesmente esconder seus músculos sob uma camada de gordura, comer uma grande quantidade de gorduras trans pode realmente afetar o modo como eles crescem, diminuindo a captação de aminoácidos, bem como comprometer a integridade da membrana da célula muscular, o que pode levar à degradação dos músculos.

MALTODEXTRINA

Como o HFCS, a maltodextrina pode deixar os alimentos mais doces. Não há nada inerentemente prejudicial na maltodextrina. Em comparação com a gordura trans, é bastante benigna, uma vez que não afeta o sistema cardiovascular. Poderia, no entanto, contribuir para a diabetes ou enterrar os músculos sob uma camada fofa de gordura.

A maltodextrina é derivada do milho (ou de outros amidos a exemplo da batata) por um método semelhante ao do HFCS. Ela também é usada como adoçante, porque não é tecnicamente açúcar, mas sim um polissacarídeo (longa cadeia de moléculas de açúcar), assim, não está listada como açúcar nos rótulos dos produtos.
Mas apenas porque não é o açúcar de acordo com o dicionário produtores de alimentos não significa que o seu corpo não irá interpretá-lo como açúcar. Em geral, quanto maior a cadeia de moléculas, mais ligações o seu corpo tem que quebrar a fim de digerir uma substância e, portanto, mais tempo demora. A maltodextrina, apesar de ser composta por cadeias mais longas de açúcares, é um raro carboidrato complexo (como a batata branca) que é digerido rapidamente.
A maltodextrina ilustra bem o fato de que você não pode confiar apenas na etiqueta nutricional dos alimentos. Certifique-se de examinar os ingredientes para quaisquer surpresas, mas não há necessidade de excluir completamente os alimentos que contenham maltodextrina. Como a autora diz, ela não vai matá-lo, mas se comer na hora errada (ou seja, qualquer hora que não seja imediatamente após a musculação), pode retardar seus ganhos musculares.

FARINHA DE TRIGO ENRIQUECIDA

Na farinha de trigo enriquecida inexiste a maior parte do valor nutritivo dos grãos e das fibras, logo, a ingestão da farinha de trigo integral é muito mais benéfica. Mas cada fabricante quer que se acredite que comer a sua comida vai mantê-lo saudável. Atualmente, um dos conceitos em nutrição é comer-se uma dieta rica em fibras, repleta de cereais integrais, por isso o pão de muitas empresas têm em seus rótulos que contém grãos. Preste bastante atenção você ler: “farinha de trigo enriquecida” como um dos principais ingredientes de um pão de forma, é melhor colocá-lo de volta na prateleira.
Existem três componentes comestíveis nos cereais integrais: o farelo (camada externa que contém toda a fibra), o germe (contém vitaminas e minerais, bem como proteína e gordura) e o endosperma (o amido, o carboidrato). Quando os grãos são refinados, o farelo e o endosperma são removidos, assim, as empresas de panificação substituem a falta de vitaminas e minerais através de um processo chamado “enriquecimento”.
Aconselho a ignorar os pães ou outros produtos de grãos que contenham farinha de trigo enriquecida, uma vez que foram eliminados os seus nutrientes e a sua fibra, e a procurar pela farinha de trigo integral, pois terá certeza de estar comprando o melhor para a lenta digestão de carboidratos.

ALCOÓIS DE AÇÚCAR

Como você não quer que compostos hidrogenados fermentem em seu instestino, veja o que procurar e o que ignorar nas prateleiras dos supermercados.
A probabilidade de você não ver a palavra “ álcool de açúcar” no rótulo de um produto é grande; verá ao menos maltitol, manitol, sorbitol, xilitol ou hidrolisados de amido. Os alcoóis de açúcar representam mais uma tentativa de adoçar alimentos sem adicionar açúcar ou carboidratos. A maioria deles encontram-se presentes em frutas e legumes, mas o HSH é criado pela união de moléculas de hidrogênio e carboidratos, cujo resultado é um doce composto que não afeta drasticamente o açúcar no sangue e é mal absorvido pelo organismo. Isso significa que é ótimo para pessoas em dietas de baixo carboidrato, mas não tanto para o intestino.

Quando diz-se que alcoóis de açúcar não são bem absorvidos pelo corpo, significa que, quando atingem o intestino, o corpo não sabe o que fazer com eles, por isso são ignorados. Ao ficarem no intestino, fermentam, causando inchaço, gases e outros aborrecimentos. Algumas pessoas são mais sensíveis a eles do que outras, mas estes álcoois devem ser definitivamente evitados.

NUTRIENTES BONS QUE PARECEM RUINS

MONOGLICERÍDEOS E DIGLICERÍDEOS

A maioria das gorduras na dieta são chamadas de triglicerídeos, pois contêm três componentes ácidos gordurosos. Assim como seus nomes implicam, os monoglicerídeos têm apenas um componente ácido gorduroso e os diglicerídeos têm dois. As pesquisas têm descoberto que esses dois tipos de gordura são queimados mais rapidamente como fonte de energia do que armazenados como gordura se comparados aos triglicerídeos.

LECITINA

A lecitina é, com frequência, derivada da soja e usada como emulsificante, o que significa que ajuda a misturar ingredientes que normalmente não se harmonizam. Hoje em dia, a lecitina tem beneficiado os fisiculturistas (embora a quantidade presente na maioria dos alimentos não é suficiente para proporcionar um benefício real). A lecitina também é conhecida como fosfatidilcolina, pois fornece colina.
A colina é importante para movimentar a gordura nas células e também é um componente do neurotransmissor acetilcolina. A acetilcolina é uma molécula que é liberada dos nervos motores, estimulando os músculos a se contraírem. Durante um treino intenso, esse neurotransmissor fica empobrecido e leva à fadiga muscular. Se ingerir-se colina em quantidade extra, ajudar-se-á a repor a acetilcolina, o que pode auxiliar a fazer mais repetições.

INULINA

A inulina é uma fibra derivada da chicória, usada na comida como substituta do açúcar à gordura, não tem praticamente nenhum impacto calórico, é excelente para manter o funcionamento do intestino, aumenta a absorção de cálcio e age como prebiótico, incentivando o crescimento de úteis bactérias intestinais.